segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O oposto do ser!

  
     " Bla, bla, bla....




       Eu andava perdida, perdida como se não pudesse me recuperar entre dragões e soluções. Dos meus olhos vinham tristeza, das minhas mãos mágoas e do meu coração uma solidão que me repartia ao meio. Era medo, a merda do medo que me prendia, ele me sufocava e me rendia, sabia exatamente como me manter alienada do resto do mundo.
       Fechava meus olhos e pedia, apenas para que tivesse caminhos que não fossem o da vingança, pois o que me dava mais vontade era de me vingar, lhe enfiar uma espada pela barriga e o fazer sangrar. Mas antes dele eu deveria pensar em mim, mas só voltei a pensar em mim quando ela surgiu, quando ela apareceu e mesmo que eu soubesse que fosse levar todos meus sentidos. Ela sim poderia me resgatar dele, dele que me torturava com palavras e me maltratava com as próprias inseguranças dele. Seu ego que era apenas seu, e tão grande quanto as dividas que tinha, e viria a ter.
       O oposto de ser ele seria justamente ser eu, menos abusiva e mais criativa, ele podia ser de um tamanho maior, mas era facilmente mordido pela boca, entre milhares de cinzas que estava deixando no chão, ele quase, digo quase, me levou ao fundo. Sua alma suja e corrompida, me davam nojo, julgava desde a mãe do seus filhos até a mulher que o levará ao ventre, durante nove meses....Ele era mesquinho e vil, todo cheio de um poder que ele nunca teve e nunca virá a ter, pois não tinha alma, talvez os anos e o fato de não poder ser exatamente como desejava o deixava um pouco de mal com a vida. Mas o fato de não ter o corpo que desejava na cama, Deus, isso o matava e jogava em cima de mim os delírios insanos de um homem velho de alma, e pequeno de mil maneiras.
          Ele esperava por tudo ....menos por ela! O oposto do ser dele...ela era amável, errada, mas amável alegre e simplesmente irresistível, ela simplesmente me tocava me fazendo entender por quais motivos eu deveria lutar, me dando caminhos que antes eu não entendi e não via. Me deu armadura, de ouro e me vestiu com um manto de sabedoria. Ele me apunhalava e ela me levantava com um sorriso, ele me tortura e ela me curava, eu não via mais o escuro e sim a claridade. Ela poderia ir embora a qualquer momento, mas ela teria existido em mim....e toda a sua magia estaria aqui permitindo que eu não desistisse.
             Um dia ele soltou as correntes, achando que eu me deitaria sobre ele e pediria pelo amor de Deus, mas não pede se clemência a um demônio, e sente se abençoada por libertar se dele. Eu sentei ao chão e chorei, ela então me deitou no colo dela e disse mais uma vez que eu venceria, seus olhos e sua verdade eram minha bússola. Ele partiu, e levou com ele tudo que podia de bom, ela ficou e me deu a única coisa que podia me guiar de novo; o amor.
        Em simples toques eu descobri na esperança o  poder de viver, ela até desaparecer, mas de fato ela nunca vai embora, pois esta sempre entre aquilo em que acreditamos e naquilo em que acreditamos.






     PS: Ele eu espero que encontre os dedos da misericórdia, logo depois de....bem deixa pra lá"